Total de visualizações de página

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Projeto 122/06 e a Religião

     A igreja não é uma instituição democrática na qual cada membro interpreta a sua opinião fora do contexto do magistério eclesiástico. Parte do clero secular este deixando a CNBB em sinuca ao emitir opiniões contrárias ao ensinamento da Igreja.
    O cristianismo é originado do judaísmo que rejeita explicitamente a homossexualidade. Entre os cristãos parte é homofóbica e a outra a toleram. Mas como seguem tanto o Velho e o Novo Testamento, não seria diferente rejeitá-la, em suas doutrinas. Isto é sob a ótica cristã.
    O judaísmo influenciou também o islamismo. As duas religiões monoteístas condenam a homossexualidade porque absorveram a sua condenação do Velho Testamento. Na epístola de São Paulo – que não deixou suas raízes judaicas – condenou veemente a sua prática.” Vou deixar a Lei? de jeito nenhum”. Jesus disse que não veio para destruir a Lei, mas aperfeiçoá-la. Não tem como mudar isso.
   Por outro lado, o projeto de Lei - PL 122/06, deveria ser aprovado, mas de forma melhorada. O estado brasileiro é laico, e é dever do estado proteger os cidadãos independentes de sua opção sexual. Católicos/evangélicos e os deputados conservadores estão com todo gás para rechaçar o projeto. Estão em campanha para agradar seus diletos públicos. Malafaia, Garotinho, Bolsonaro e outros estão com a corda toda. Nunca tiveram tanta oportunidade para aparecer diante dos holofotes. Caiu do céu esse projeto para promovê-los. A emenda que a senadora Marta Suplicy apresentou para abafar as partes conseguiu desagradar a todos. A comunidade judaica se sente ameaçada porque vê nela a possibilidade de qualquer cidadão, em recinto fechado, pode falar o que quiser contra qualquer grupo tipo étnico, religioso e a opção gay. E a possibilidade de haver incitamento contra o mesmo.
   Quanto ao Kit Gay que o Ministério da Educação está distribuindo nas escolas, sem ouvir os Conselhos Estaduais, pais e professores, é mais uma lambança que o Ministro Haddad está fazendo na sua gestão. Deveria consultá-los antes de sua distribuição. O MEC carregou nas tintas. Não teve habilidade de tocar em assunto tão controvertido.
   A CNBB faz vista grossa quanto a padres e frades que tecem opiniões contrárias à determinação da Igreja de Roma. Semana passada o frei da vez foi Gilvander Moreira a defender: Por que não famílias homossexuais? A Conferência disse que não tem mais nada acrescentar. Algum jornalista poderia voltar a perguntar-lhe sobre o assunto, desta vez sobre o artigo do Frei Betto, no OGlobo, de hoje: Os Gays e a Bíblia.
   Cada um segue sua consciência. Vida que segue.

Nenhum comentário :

Postar um comentário