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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Arquivo Morto


Recentemente OGlobo, fez uma reportagem sobre o destino nebuloso do acervo de 12 mil imagens da Bloch Editores, que conta 70 anos de História do Brasil.

No Segundo Caderno aparecem cinco espaços em cor negra, em vez da fotografia original. O jornalista completa " para publicar cópias, seria necessário pagar pelo uso de imagens. Mas a quem pertencem? Começa aí o problema.

O Advogado Luiz Fernando da Fraga Barbosa, arrematou das mãos do leiloeiro Fernando Braga a principal coleção de images que por meio de fotografias, cromos e negativos, poderia recontar 70 anos da história do Brasil e do mundo. Uma jóia da iconografia nacional. Por ela, Barbosa e um sócio anônimo pagaram R$ 300 mil, um sexto do lance inicial previsto, e precisaram aguardar pacientemente até que o Ministério Público desse o leilão por válido, encerrando as discussões jurídicas sobre preço vil oferecido por eles.

No auto de arrematação, documento que ela qualquer leilão, Barbosa registrou como sendo seu um endereço residencial que, na verdade, é de sua ex-cunhadas. Valeu-se, talvez, do curioso fato de seu irmão mais novo, um comerciante de tecidos em Teresópolis, ter um nome muito parecido com o seu. Fernando Luis, em vez de Luiz Fernando.

Os responsáveis pelo leilão, que não atenderam aos pedidos de entrevista pelo Globo, não reparam na troca e deram o caso por encerrado com uma única martelada.

Segundo Luiz Fernando - que parece nada comovê-lo: "eu comprei o acervo num momento em que ninguém se interessou por ele, depois de dois leilões sem oferta. Agora, ele é meu."

Há controvérsias sobre a legalidade do leilão.

Sei não, parece que foi vendida ilegalmente. Esta história promete render.

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